junho 19, 2015

[amaram-na tanto que se esqueceram de reparar nela] *



[* Inês Pedrosa in "A instrução dos amantes"]





junho 05, 2015

mapas



"se não conheço os mapas, escolho o imprevisto. qualquer sinal é um bom presságio"
(Lya Luft)





junho 02, 2015

junho 01, 2015

(somos) livros



"(...) as páginas são nossas.
e o pó que descansa na capa também (...)"




maio 29, 2015

suspenso [o tempo]




"não desistamos de olhar
o que nos faz suspender o tempo!"
(© João Costa)




maio 24, 2015

foi porque te vi



"sim!
foi porque te vi
que sonhei
e hoje
há um vento quente,...
que preso ao peito
ameaça tempestade,
sempre que és
ausência nesse sonho.

sempre..."
(© João Costa)



maio 19, 2015

being



"Being is. Being is in-itself. Being is what it is"
(Jean-Paul Sartre)




maio 15, 2015

maio 10, 2015

recordações



a janela entreaberta trouxe o som de um piano. fez-me sorrir a lembrança de um passado que nao conheci, o teu. um tempo em que o compasso marcava o rimo dos teus passos. um tempo presente na minha memória, nem sei porquê. e o som do piano continuava. e a recordações permanecem ainda em mim.




abril 26, 2015

abril 13, 2015

à prova



as vezes é quase como se constantemente estivesse à prova. é quase como se me obrigassem a questionar (me) se serei realmente merecedora.
perdida nisto, olho para o lado e alguém serenamente lê "a palavra do senhor".
a vida tem destas coisas. confortos diferentes. e passa a vida a pôr-me à prova.
coincidência ou não, mais tarde disseram-me "é preciso ter fé. e resistência".
não sou uma mulher de fé. já resistência, é dessa matéria que sou feita.



março 29, 2015

[abraço]



"Foi no silêncio da tua ausência que coreografei, para ti, estas três canções de amor.
Alguns dias antes de partires, quando te peguei ao colo para te deitar, percebi que tentavas levantar o braço para me abraçares. Ajudei-te a levantá-lo e a enlaçá-lo no meu pescoço. Pouco tempo depois foste embora. Mais tarde, sonhei que tinhas voltado para me dares esse abraço de despedida. Estavas ali e o teu abraço tão quente, tão verdadeiro, tão real. Eu, louco de alegria, pensei que era tudo mentira e que não tinhas partido. Pedi-te para me contares como é o outro lado da vida. Serenamente, distanciaste-te um pouco de mim e disses-te: não posso contar, meu amor, não posso. E desapareceste-me outra vez. Esse abraço, que guardarei até ao fim dos meus dias, esteve sempre presente nesta obra que te dedico"
(Vasco Wellenkamp, fev'2015)
 
 
[texto dedicado a Graça Barroso - uma das principais intérpretes do Ballet
Gulbenkian - pelo seu marido e coreógrafo, para a obra "Será que é uma estrela?"
interpretada pela CNB no Programa de Homenagem ao Ballet Gulbenkian.
as músicas coreografadas são "Eu sei que eu vou te amar" (TomJobim/Vivicius
de Moraes), "Eu te amo"(Tom Jobim/ChicoBuarque) e "Beatriz" (Edu Lobo/Chico Buarque)]
 
 
 
 

março 19, 2015

[... porque o tempo não importa]




"Há lugares onde não existe tempo, porque o tempo não importa.
A contagem cronológica cede lugar ao compasso bucólico do que existiu, antes daquilo que agora existe.
Os minutos contam-se pela alegoria das formas talhadas pela erosão dos anos, as horas sucedem-se de forma tão inadvertida e impensada, quanto o próprio acto de respirar....
A memória é um vaso de flores que perdura na janela de uma casa perdida nos tempos de agora.
O tempo não importa.
Da vida só levamos as memórias que o coração abraçou e o coração nada sabe de minutos contados."
(Cláudia Alves Carreiro)






março 13, 2015