março 27, 2014
março 23, 2014
março 20, 2014
março 17, 2014
hoje que é noite de lua cheia
... aprender a ser vulnerável, permeável, ao que sentimos verdadeiramente. ao que vem de dentro para fora. sem máscaras, nem filtros. ser e dizer o que somos e sentimos. sem constrangimentos. aprender que sermos próprios é isso. hoje que foi dia de decisões. hoje que é noite de lua cheia.
março 16, 2014
fevereiro 26, 2014
fevereiro 17, 2014
janeiro 26, 2014
janeiro 22, 2014
"o passado é aquilo que conseguimos fazer do futuro"
[hoje, passam cinco anos desde que iniciei este blog.
o passado parece-me já uma outra vida.
o futuro continuo a construí-lo, no presente.
todos os dias!]
janeiro 15, 2014
janeiro 12, 2014
dissolvo-me
"De certeza que já te cruzaste comigo mil vezes, mas o teu olhar nunca se fixou em mim. Admiras-te? Sou assim: não atraio a atenção. Sou um camaleão humano ou algo parecido. Dissolvo-me no que me rodeia, faço parte da paisagem: não tenho nada em que os olhos se prendam. Tudo em mim é de tal forma comum que as pessoas olham e não me vêem."
janeiro 04, 2014
dia-a-dia
"Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo.
Tento, dia-a-dia, ganhar o título de ser uma pessoa. E já não é pouco"
(José Luís Peixoto)
janeiro 01, 2014
o que será?
"O que será ser só
Quando outro dia amanhecer?
Será recomeçar?
Será ser livre sem querer?"
(Chico Buarque)
Quando outro dia amanhecer?
Será recomeçar?
Será ser livre sem querer?"
(Chico Buarque)
dezembro 25, 2013
dezembro 06, 2013
palavras
"Custa-me falar. Custa-me dizer palavras que não conduzam a lado nenhum, que não originem intimidade, que não toquem . E por vezes, penso: vou gastando as minhas palavras, assim, desapaixonadamente, desinteressadamente; e quando precisar mesmo delas - ainda acredito que esse dia chegará -, descobrirei que se me acabaram; procurarei dentro de mim e não encontrarei; apenas o vazio estará lá: maior que hoje. E preocupo-me: porque não sei onde se podem ir buscar palavras, não sei se é possível obter e usar mais palavras que aquelas que nos dão à nascença (nascemos apenas com dois olhos, e assim temos de sobreviver; nunca ninguém pensou partir pelo mundo em busca de mais olhos, por achar que dois são insuficientes).
(...)
Penso (pensar não gasta palavras) muitas coisas, assim. E tenho pena de não poder falar disto a ninguém, não ter as palavras necessárias em mim. Sinto-me deficiente: nasci com défice de palavras. (...)"
[excerto da estória "Gastar palavras" de Paulo Kellerman]
novembro 25, 2013
novembro 17, 2013
novembro 11, 2013
convite
um só olhar. e isso bastou para que aceitasse(s) ficar. em silêncio, selámos a verdade do que sentíamos num abraço. sem que nada fosse preciso falar.
novembro 06, 2013
novembro 02, 2013
[Símbolo de mudança]
- Uau. Adoro esses sapatos.
- Sim? Também gosto muito.
- Deves ficar estupenda com eles. Mas nunca te vi usá-los.
- Pois não. Nunca os usei.
- A sério? Nem acredito. Porquê?
- Não sei explicar bem. Tem a ver com o facto de serem especiais, acho eu.
- Como assim?
- Sabes como é, os dias são tão iguais que já nem conseguimos distingui-los; não achas? É como se a vida fosse a repetição de uma repetição, como se vivêssemos repetições infindáveis e inconsequentes; como se vivêssemos numa rotunda, sempre às voltas. E as memórias que se vão acumulando desses dias acabam por também ser repetições indistinguíveis e, portanto, quase irrelevantes. É um bocado triste, não é? Vivemos um presente tão repetitivo que o passado que vamos deixando para trás acaba por ser uma nulidade, uma ilusão, um equívoco. E, afinal, é o passado que nos dá um sentido de continuidade e evolução, sem consciência do passado a vida transforma-se numa mera colecção de momentos.
- Pois. Mas e os sapatos? Que tem tudo isso a ver com os sapatos?
- Não te rias mas acho que estou à espera que aconteça algo especial. E então, nesse dia, que não será uma simples cópia dos outros dias mas uma espécie de intervalo na repetição, usarei os sapatos. Nesse dia, conseguirei sair da rotunda e experimentar um caminho novo. E sentir-me-ei especial, não só por ser um dia especial mas também por usar uns sapatos que são especiais; as duas coisas tornar-se-ão indissociáveis. Percebes? Depois, quando o dia passar, terei para sempre uma memória inequívoca desse dia especial: bastará olhar os sapatos. Serão um símbolo de mudança ou algo assim.
- Que estranheza de teoria. E não bastava tirares muitas fotografias, durante esse tal dia especial? É para isso que existem as máquinas, posso emprestar-te a minha. Tem treze megapixéis.
- É, se calhar tens razão. Deixa lá, esquece. Já sabes que gosto de devanear.
- Olha, sabes o que estava a pensar? Na sexta-feira vou sair com aquele tipo de que te falei, o que conheci no facebook. O das motas, lembras-te? Vai levar-me àquele sítio novo, perto do rio; aquele onde vão as actrizes de telenovela, ando mortinha para ir lá. E estava aqui a pensar que os teus sapatos ficavam mesmo bem com o vestido que quero levar. Não queres emprestar-mos? Prometo que os devolvo impecáveis, nem dás por nada.
(Paulo Kellerman)
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