março 20, 2014

março 17, 2014

hoje que é noite de lua cheia




... aprender a ser vulnerável, permeável, ao que sentimos verdadeiramente. ao que vem de dentro para fora. sem máscaras, nem filtros. ser e dizer o que somos e sentimos. sem constrangimentos. aprender que sermos próprios é isso. hoje que foi dia de decisões. hoje que é noite de lua cheia.
 
 
 
 
 

fevereiro 26, 2014

fevereiro 17, 2014

janeiro 22, 2014

"o passado é aquilo que conseguimos fazer do futuro"


 
 [hoje, passam cinco anos desde que iniciei este blog.
o passado parece-me já uma outra vida.
o futuro continuo a construí-lo, no presente.
todos os dias!]
 
 
 
 

janeiro 12, 2014

dissolvo-me

 
 
"De certeza que já te cruzaste comigo mil vezes, mas o teu olhar nunca se fixou em mim. Admiras-te? Sou assim: não atraio a atenção. Sou um camaleão humano ou algo parecido. Dissolvo-me no que me rodeia, faço parte da paisagem: não tenho nada em que os olhos se prendam. Tudo em mim é de tal forma comum que as pessoas olham e não me vêem."
 
 
 
 

janeiro 04, 2014

dia-a-dia



"Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo.
Tento, dia-a-dia, ganhar o título de ser uma pessoa. E já não é pouco"
(José Luís Peixoto)



janeiro 01, 2014

o que será?



"O que será ser só
Quando outro dia amanhecer?
Será recomeçar?
Será ser livre sem querer?"
(Chico Buarque)



 

dezembro 06, 2013

palavras



"Custa-me falar. Custa-me dizer palavras que não conduzam a lado nenhum, que não originem intimidade, que não toquem . E por vezes, penso: vou gastando as minhas palavras, assim, desapaixonadamente, desinteressadamente; e quando precisar mesmo delas - ainda acredito que esse dia chegará -, descobrirei que se me acabaram; procurarei dentro de mim e não encontrarei; apenas o vazio estará lá: maior que hoje. E preocupo-me: porque não sei onde se podem ir buscar palavras, não sei se é possível obter e usar mais palavras que aquelas que nos dão à nascença (nascemos apenas com dois olhos, e assim temos de sobreviver; nunca ninguém pensou partir pelo mundo em busca de mais olhos, por achar que dois são insuficientes).
(...)
Penso (pensar não gasta palavras) muitas coisas, assim. E tenho pena de não poder falar disto a ninguém, não ter as palavras necessárias em mim. Sinto-me deficiente: nasci com défice de palavras. (...)"

[excerto da estória "Gastar palavras" de Paulo Kellerman]



novembro 11, 2013

convite



um só olhar. e isso bastou para que aceitasse(s) ficar. em silêncio, selámos a verdade do que sentíamos num abraço. sem que nada fosse preciso falar.



novembro 06, 2013

novembro 02, 2013

[Símbolo de mudança]



- Uau. Adoro esses sapatos.
- Sim? Também gosto muito.
- Deves ficar estupenda com eles. Mas nunca te vi usá-los.
- Pois não. Nunca os usei.
- A sério? Nem acredito. Porquê?
- Não sei explicar bem. Tem a ver com o facto de serem especiais, acho eu.
- Como assim?
- Sabes como é, os dias são tão iguais que já nem conseguimos distingui-los; não achas? É como se a vida fosse a repetição de uma repetição, como se vivêssemos repetições infindáveis e inconsequentes; como se vivêssemos numa rotunda, sempre às voltas. E as memórias que se vão acumulando desses dias acabam por também ser repetições indistinguíveis e, portanto, quase irrelevantes. É um bocado triste, não é? Vivemos um presente tão repetitivo que o passado que vamos deixando para trás acaba por ser uma nulidade, uma ilusão, um equívoco. E, afinal, é o passado que nos dá um sentido de continuidade e evolução, sem consciência do passado a vida transforma-se numa mera colecção de momentos.
- Pois. Mas e os sapatos? Que tem tudo isso a ver com os sapatos?
- Não te rias mas acho que estou à espera que aconteça algo especial. E então, nesse dia, que não será uma simples cópia dos outros dias mas uma espécie de intervalo na repetição, usarei os sapatos. Nesse dia, conseguirei sair da rotunda e experimentar um caminho novo. E sentir-me-ei especial, não só por ser um dia especial mas também por usar uns sapatos que são especiais; as duas coisas tornar-se-ão indissociáveis. Percebes? Depois, quando o dia passar, terei para sempre uma memória inequívoca desse dia especial: bastará olhar os sapatos. Serão um símbolo de mudança ou algo assim.
- Que estranheza de teoria. E não bastava tirares muitas fotografias, durante esse tal dia especial? É para isso que existem as máquinas, posso emprestar-te a minha. Tem treze megapixéis.
- É, se calhar tens razão. Deixa lá, esquece. Já sabes que gosto de devanear.
- Olha, sabes o que estava a pensar? Na sexta-feira vou sair com aquele tipo de que te falei, o que conheci no facebook. O das motas, lembras-te? Vai levar-me àquele sítio novo, perto do rio; aquele onde vão as actrizes de telenovela, ando mortinha para ir lá. E estava aqui a pensar que os teus sapatos ficavam mesmo bem com o vestido que quero levar. Não queres emprestar-mos? Prometo que os devolvo impecáveis, nem dás por nada.

(Paulo Kellerman)