outubro 14, 2013

outubro 06, 2013

setembro 30, 2013

setembro 23, 2013

[Não Posso Adiar o Amor]



  
"Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração."


(António Ramos Rosa) 



setembro 16, 2013

realidade dissipada
















"A luz é em Lisboa a pele de camaleão que constrói e desconstrói, transfigurando a cidade. Há uma luz de Outono inebriante e final, antecipando o ocaso; uma luz de Inverno definindo com precisão milimétrica o jogo de sombras; uma luz de Primavera, impura, rodopiando num ar saturado de esperança e promessa. Há por fim uma luz de Verão incerta, irreal, esfumando a realidade dissipada, aumentando o impulso de libertação e de viagem"



agosto 27, 2013

... doutros encontros, doutras viagens.



(...) " Vivo em Lisboa como se vivesse no fim do mundo, ou num lugar que reunisse vestígios de toda a Europa. A cada esquina encontro reminiscências doutras cidades, doutros encontros, doutras viagens.
Aqui, ainda é possível inventar uma história e vivê-la.
Ou ficar assim, parado, a olhar o rio e fingir que o Tempo e a Europa não existem - e Lisboa, se calhar também não."

(Al Berto, LISBOA, Regresso)



agosto 16, 2013

agosto 05, 2013

julho 26, 2013

memória

 

"(...) O espanto mora ao lado de tudo o que vai sendo, do Sol que nasce e do vento, de outras vidas e da memória de dias."



julho 16, 2013

imerso

 
















"(...) Tudo desaparece sob o fogo
tudo se queima tudo prende a sua
secura ao fogo e cada corpo vai-se
prendendo ao fogo raso
pois só pode
arder imerso quando tudo arde"

(Gastão Cruz in "As Aves")



julho 09, 2013

[o escuro imenso]



"O mundo ameaça derrubar o medo sobre água
Prolongar o escuro vazio sobre o mar.
E as pontes uniam-se ainda demasiado longe,
Abraçando as luzes solitárias e trémulas de um corpo vigilante ao acaso
(...)"

(Daniel Costa-Lourenço in HERÓIS)