aqui, onde a dor da perda e da despedida se tornaram reais, encontrei o lugar onde me reconstruo. e me encontro. recupero força e energia. e mitigo a saudade.
abril 26, 2012
há lugares assim
aqui, onde a dor da perda e da despedida se tornaram reais, encontrei o lugar onde me reconstruo. e me encontro. recupero força e energia. e mitigo a saudade.
abril 23, 2012
abril 17, 2012
aprendi
aprendi
a sentar-me e a esperar. a esperar pelo tempo. um tempo qualquer que não sei
qual é, que virá.
e de nada serve ter pressa porque é incerto o tempo que demorará.
aprendi
a saborear a tranquilidade que reina na espera em silêncio por esse tempo que é
meu também.
e eu que me deixava tantas vezes atropelar pelas palavras, aprendi a falar sem nada dizer…
aprendi a estar sem estar, a conter o querer. aprendi a sorrir na ausência e a
entender.
aprendi
a sentar-me e esperar. porque afinal tenho tempo.
abril 15, 2012
abril 13, 2012
[sem demoras]
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
(Eugénio de Andrade)
abril 12, 2012
... em outra paisagem
Não digas nada
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada
Mas ali fui feliz
Não digas nada
(Fernando Pessoa in "Cancioneiro")
abril 10, 2012
abril 07, 2012
abril 05, 2012
não há nada de novo...
"vaidade das vaidades, tudo é vaidade. (...) não há nada que seja novo debaixo do sol, ... não há memória do que já foi, mas nem ainda haverá recordação das coisas que têm de suceder depois de nós"
(Eclesiastes)
abril 03, 2012
março 31, 2012
março 30, 2012
março 29, 2012
ontem foi...
... dia de retalhos. de vidas que se cruzam agora em recordações comuns dum passado distante vivido em separado. dia de deixar falar o coração.
março 26, 2012
março 22, 2012
março 20, 2012
março 15, 2012
hoje apetecia-me...
... apenas que me navegasses em águas calmas, que me soltasses amarras e me levasses mar dentro. que me fizesses saber que a minha fragilidade e a minha pequenez são teu porto de abrigo e que nada mais importa. que são conforto bastante quando chega a tempestade.
hoje apetecia-me que ao sentires-me o toque soubesses que albergo a tua dor e que colho em mim o choro e que sei o sabor amargo das lágrimas que escondes.
hoje apetecia-me não me sentir junto à margem. mas se tiver que ser, que sirva de embalo até que o corpo serene e a alma se aquiete... não sei se a tua, se a minha.
março 13, 2012
março 09, 2012
por aí, algures...
... resguardada. para que não (me) doa mais, para que não me esqueça que sou gente e que sinto. e fico assim... em silêncio guardada em mim. por aí.
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